sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Novos rumos
acompanhem
Carol Marquis
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Bruno Goularte
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Ricardo Araujo
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é isso nos vemos por lá
sábado, 1 de dezembro de 2007
Querido Intruso
O alienígena que atende pelo nome de Goldenstais Dinamóvski disse, em entrevista exclusiva, que sempre foi muito criticado em seu planeta por ter mania de imitar os terráqueos. Ele gostava de comer feijões e, em seguida dar quatro cambalhotas. Esse hábito era absolutamente condenável pelos habitantes do Planeta Vermelho, uma vez que o feijão é o alimento mais sagrado do lugar, apenas oferecido aos Santos marcianos e a cambalhota é o símbolo do profano, do ilegítimo.
Goldenstais contou que desde muito pequeno ele ouvia as histórias do pai - um conhecido inventor do Planeta Vermelho e criador do maior invento que se tem notícia em Marte: uma nave espacial intergaláctica que é capaz de voar por muitos dias utilizando a energia de apenas uma estrela – e tinha vontade de conhecer a Terra. Porém seus pais, muito conservadores, não permitiriam jamais que ele saísse de seu planeta natal pra viver no Planeta Azul.
A única solução que Dinamóvski encontrou para libertar-se do sofrimento de viver em um lugar onde não se sentia feliz foi cometer a pior das injurias que um marciano pode cometer. Foi então que ele se encheu de coragem, arquitetou um plano e matou uma abelha. Aquilo foi demasiado para seu povo, que, após um longo julgamento decidiu por mandá-lo embora para sempre do quarto planeta do sistema solar.
Depois de dois meses buscando o caminho que o traria para a Terra, Goldenstais finalmente pousou com sua moto espacial em Porto Alegre. Instigado pela curiosidade de conhecer mais a fundo os hábitos dos moradores de seu novo planeta ele decidiu sair para fazer uma pesquisa de campo e decidiu infiltrar-se por entre as pessoas de um bar local. Porém não passou muito tempo até sua estranha presença ser notada. Menos de três minutos após ter entrado no bar foi surpreendido por algo que nunca havia ouvido antes em sua vida: gritos de uma mulher que se assustou profundamente com a bizarra figura que se apresentava a sua frente.
Não era de se estranhar que seu ser causasse espanto entre os cidadãos de Porto Alegre. Alguém com 2, 30 metros de altura, a largura de uma xícara de cafezinho e a pele arroxeada não é difícil causar furor entre os habitantes de nosso planeta. Dinamóvski, no entanto, não se deixou abater pelo susto inicial que causou entre os porto alegrenses e diz ter planos de constituir uma família e viver aqui uma vida cheia de paz e tranqüilidade. Dentro de alguns dias o simpático Dinamóvski já havia feito alguns amigos que o levaram para conhecer mais dos hábitos regionais. Ao ser questionado por nossos repórteres sobre o que o agradava mais na cidade ele respondeu sem demora: “as moças, que são muito belas, além, é claro, do feijão, que eu já conhecia”. Ao que tudo indica o querido intruso entre os terráqueos já aprendeu rapidamente algumas das coisas boas da nossa Terra: as paixões e a boa comida.
Na próxima quinta-feira, às 17 horas, haverá uma festa oferecida pela Prefeitura de Porto Alegre para dar as boas-vindas oficiais ao nosso terráqueo por opção. Líderes de todas as partes do mundo virão para prestigiar o primeiro marciano a colocar os pés na terra.
Goldenstais Dinamóvski, o Planeta Azul se orgulha de ti.
Carolina Marquis
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Duas doses abaixo

É só lembrar Casablanca e o seu personagem Rick Blaine. O galã respondeu sobre sua nacionalidade com a inesquecível frase “Eu sou um bêbado”. Era ficção, mas era Bogart. Afinal, ele mesmo disse: “O mundo está sempre duas doses abaixo”. O amargo mocinho de Holliwood, o boêmio solitário que casava e descasava virgensinhas safadas, o fumante e o amigo íntimo do álcool morreu em 1957 devido a um câncer no estômago. Ganhou o Oscar de melhor ator em 1951 pelo seu primeiro filme colorido, The African Queen (Uma aventura na África), dirigido por John Huston.
Gangsters, bandidos, policiais e românticos. Todos com a bela falsidade estética - a mentira pela arte - uma confusão de sentimentos que se espalham pelos diálogos e caretas mais famosos do cinema antigo americano.
Com a musa Ingrid Bergman, a protagonista feminina de Casablanca, ele mal se comunicou durante as filmagens. A moça comentaria anos depois: “Eu o beijei, mas nunca o conheci”. Ou seja, Ingrid traduziu o mito Humphrey DeForest Bogart da maneira mais perfeita possível. Será que alguém realmente o conheceu?
Yvonne: "O que você fez ontem à noite?"
Rick: "Faz muito tempo para que eu me lembre."
Yvonne: "E o que vai fazer hoje à noite?"
Rick: "Não costumo fazer planos a longo prazo"
cena célebre de Casablanca
Bruno Goularte
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Das coisas
Bruno says:
vai postar hoje?
Ricardo
to pensando oq escrever mas nao sei
Ricardo
ideia?
Bruno says:
cara
Bruno says:
nao tenho idéia nem pra mim
Bruno says:
ta foda
Bruno says:
vamos ter que começar a fazer coisas
Bruno says:
senão eu vou virar igual o FHC
Bruno says:
e é muito foda
Ricardo
hahahaha
Ricardo
pior
Ricardo
tem as entrevistas ai no teu gravador, da pra prepararmos alguma
Bruno says:
aham...
Bruno says:
mas eu to pensando mesmo em dar voz a minha geração
Bruno says:
uhaha
Bruno says:
conselho do diabo né cara
Ricardo
ué
Ricardo
vai lá
Bruno says:
mas quem da nossa faixa etária ta fazendo algo interessante?
Ricardo
eu seguirei junto
Ricardo
ngm
Ricardo
q eu saiba
Ricardo
mas q q tu quer fazer?
Bruno says:
pois é
Bruno says:
não, é que ficar puxando o saco da velha guarda é foda
Bruno says:
queria mostrar o que tem de novo, gente tocante
Bruno says:
e não entrevistar nos padrões
Bruno says:
tipo, tu senta com o entrevistado e não entrevista ele, fica-se bebendo mate, ou cerveja, ou... e conversando
Bruno says:
ai da conversa tu tiras o ponto de raciocínio que teu texto vai ter
Ricardo
claro acho afude isso, so q ngm começa assim
Bruno says:
se grava a conversa, depois vai embora, reflete sobre ela e escreve
Ricardo
tem q fazer q nem a fogo na franja, tenta entra de uma maneira no meio e qd ta dentro, muda e faz do jeito q quer
Bruno says:
porque a conversa gera mais pensamento do que pergunta e resposta fechada, além do mais que é um jornalismo opinativo a foder, porque tu não vai dar opinião sobre o que o fulano falou e sim vais dar opinião junto com ele...
Ricardo
claro essa é maneira mais afude
Bruno says:
sim, e ninguém faz isso
Ricardo
so q são poucos q querem fazer assim
Bruno says:
mas ai que entra a coisa, de achar os entrevistados, descrever a nova juventude legal...
Bruno says:
claro assim é dificil
Ricardo
o foda é começar
Ricardo
ainda mais agora
Ricardo
mas só indo atrás pra da certo, ou errado, tanto faz
Bruno says:
sim
Bruno says:
se eu não fizer nada interessante eu vo me deprimir com essa faculdade
Bruno says:
hehe
Bruno says:
ja to de saco cheio um pouco
Ricardo
eu to seriamente desanimado com a famecos
Ricardo
to pensando seriamente em mudar pra noite pra ver se é outro clima
Ricardo
ou tenta fabico no extra vestibular
Ricardo
mas o foda é q nenhuma das opções me anima
Bruno says:
não me animam em nada
Bruno says:
hehe
Bruno says:
acho que a noite o pessoal é menos ligado ainda, porque tem um monte que trabalha e tal...
Ricardo
na real eu tava afim de pegar e sair viajando por ai
Bruno says:
sim
Bruno says:
bah
Ricardo
na locura, ganhando grana e gastando
Bruno says:
se um dia nada der certo na profissão eu vo viver assim
Bruno says:
heheh
Bruno says:
foda é que tem que ser meio egoista
Ricardo
meio
Ricardo
o cara tem q viver só pra ele e q se foda o resto
Bruno says:
... não sei se eu sei ser assim
Ricardo
pois é
Ricardo
mas se bem que, da pra tentar ser não tão assim
Ricardo
che guevara foi hahahahah
Bruno says:
mas tava vendo agora, voltando ao assunto de antes, a classe jovem, da nossa média de faixa etária não faz nada
Bruno says:
pra mostrar pros outros, cultural, social ou politico
Bruno says:
só o teatro
Ricardo
sim eu sei, e reclamo todo dia disso
Bruno says:
que pouca gente assiste
Ricardo
por isso o saudosismo
Ricardo
so q fazer oq?
Ricardo
Oq, nem é o problema
Ricardo
mas como?
Bruno says:
por isso que a gente tem que pegar a pouca gente que faz pra dialogar
Bruno says:
ih rapaz
Bruno says:
o gremio empato!
Ricardo
capaz
Bruno says:
sim
Bruno says:
2 a 2
Ricardo
se perdesse era pra fude o inter certo
Ricardo
haha
Bruno says:
amanha temos que ganhar senão tamo fodido
Bruno says:
já perdemos uma posição
Ricardo
bah
Ricardo
q horas é o jogo?
Bruno says:
oito e meia
Bruno says:
tem que ver o jogo amanhã
Bruno says:
e nao da pra ser no garcias
Ricardo
pois é
Ricardo
vamos assistir
Bruno says:
nem no bar perto da tua casa
Bruno says:
sim...
Ricardo
não aqui perto não
Ricardo
haha
Bruno says:
temos que achar um bar que a gente ganhe
Bruno says:
hehe
Ricardo
e q a ceva seja barata
Ricardo
7 e 30 saímos vagando por poa atrás de um
Bruno says:
aham
Ricardo Araujo
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
A Grande Vaia

O protesto é uma movimentação chamada A Grande Vaia que ocorrerá em diversas capitais brasileiras.
Chega de pensar na novela e deixar a REALIDADE em segundo plano. Façamos algo por nosso país.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Poesia
Leia, escute e obtenha mais informações sobre a obra e seus idealizadores no site : http://www.navevazia.com/trinta/
Fabricio Carpinejar
Bruno Goularte
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Geração Coca-Cola
Mostra a tua cara"
Quando Cazuza cantou essas palavras às pessoas mostravam a cara. Hoje, quando escutamos essa mesma frase, quem mostra a cara são essas mesmas pessoas de anos atrás. Infelizmente!
Infelizmente porque na época em que eles ainda sofriam os resquícios da ditadura, quando a liberdade ainda era indefinida e quando o jovem era apenas um jovem, eles tinham, não a coragem, mas à vontade de mostrar a cara. E hoje, quando os jovens não sofrem mais pela ditadura, quando a liberdade não é nem discutida e quando o jovem é futuro da nação, eles nem se importam em pensar em mostrar a cara.
Alias, para que mostrar a cara?
Reclamar apenas não adianta. Criticar sem mostrar soluções não tem justificativa. Exigir respeito sentado na frente do computador não é o caminho certo. Não se preocupar em mudar (melhorar) o local onde vive é burrice, alienação, conformismo, é a grande parte dos jovens de hoje.
Na manifestação ocorrida no último dia 16, em Porto Alegre, das mil pessoas que foram avisadas e convidadas a participar, cerca de 30 estiveram lá. Sendo que dessas 30, mais ou menos 15, não foram avisadas no circulo dessas mil anteriores.
Se isso fosse um dado preocupante, pior é saber que das pessoas consideradas o futuro da nação, cerca de 10 “representantes” estiveram lá. Jovens recebiam panfletos, adesivos, viam a manifestação caminhando de lá para cá, protestando contra toda vergonha que acontece em nossa política, mas não se juntavam a ela. Enquanto isso, pessoas de 60 anos, ou mais, se interessavam, queriam saber o porque, contavam histórias e diziam que faziam a mesma coisa quando tinham nossa idade. Falavam que lutaram pelo Brizola, que encaram a ditadura, que pediram as Diretas Já. E, se juntavam na caminhada.

O futuro da nação é preocupante.
Ricardo Araujo
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Gritemos Juntos
Renan Calheiros não foi cassado. E agora? Esperar que os outros dois processos contra ele corram para, mais uma vez, ter a confirmação de que a desonestidade tem lugar privilegiado no Brasil? O dinheiro do CPMF que deveria ser investido na melhoria da saúde pública vai para algum lugar obscuro que não se sabe onde. Os investimentos em educação são ínfimos, o que está gerando cada vez mais desigualdade cultural e, por conseqüência, social. O problema do Brasil, ou melhor, dos brasileiros, é que eles pensam que o que acontece na política não os afeta. Estão errados, obviamente.
Esta semana assisti à palestra do colunista da revista Veja Diogo Mainardi. Parte do que ele fala tem coerência. Além disso, ele conta com um poder de persuasão que te faz, em um primeiro momento, dar mais crédito a suas palavras do que elas realmente merecem. Mainardi, ao contrário do que muitos pensam é o típico representante da classe média brasileira - apesar de ele não se encontrar nessa camada social. Aponta milhares de erros e faz críticas indignadas ao governo e à corrupção, o que está corretíssimo, mas não vai além da crítica. O mesmo acontece com grande parte dos 186 milhões de habitantes do nosso país.
A situação torna-se de uma desesperança caótica no momento em que se escuta um jovem de 18 anos dizendo que “é normal que haja roubo na política porque o sistema por si só foi feito para corromper”. Se tudo isso que acontece hoje na política for normal não haveria necessidade de que os processos contra Renan fossem votados – não existiria nem a necessidade da denúncia. Se for realmente normal não temos por que querer que os mensaleiros sejam julgados e presos, afinal de contas “as coisas são assim mesmo” e se não forem esses serão outros a fazer o mesmo. As pessoas perderam a capacidade de indignação.
Domingo passado houve na Redenção um protesto - anteriormente avisado aqui no Com Gás - contra toda a baixaria dos nossos governantes. Resultado: 30 pessoas. Alguns não foram porque era domingo, outros porque tiveram preguiça, outros porque já não acreditam que isso realmente sirva para alguma coisa. Não importa o motivo, o resultado de toda essa apatia é uma geração que dorme na frente da tevê e já não se importa com o que realmente é relevante.
O povo reunido já mudou muita coisa na nossa história e se agora está sendo diferente é por culpa nossa. É necessário que as pessoas tenham consciência do poder que têm, não como indivíduo só, mas como indivíduo inserido dentro de um contexto político social a fim de reescrever a história atual. É preciso que Mainardis que não acreditam que existam soluções reais dêem lugar a cidadãos que saibam do poder do grito da massa.
Carolina Marquis
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Desabafo
Então, para o desgosto de alguns que nos lêem procurando uma pseudo-intelectualidade social e política, escreverei sobre futebol. Não necessariamente comentando o mais cultuado esporte brasileiro, e sim; a minha sofrida - porém bela - relação com o Internacional. Nada melhor para se escrever depois de um Gre-nal perdido.
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Todo domingo é uma bosta, domingo que o Inter perde é um aborto. Eu me acostumei com isso, nasci na pior geração que podia para torcer pelo meu time. Mas agüentei na marra, com o incentivo de meu pai e sem dar bola para as camisetas e utensílios do Grêmio que parentes irracionais me davam na infância. Como disse o poeta Fabrício Carpinejar, “tecido de três listras era pijama”. O vermelho é mais raça, mais sangue, mais coração, embora seja também sofrimento. Muito eu sofri, o Clube do povo ganhou uma copa do Brasil em 1992 que eu, por ser demasiado criança, não me recordo. Depois disso, apenas Gauchão, e nada. Um buraco negro no Colorado, uma década de alegrias para o nosso rival, time de Paulo Nunes, Jardel e outros.
Os colegas na escola eram gremistas em tremenda maioria. Tive que aprender a dar respostas, a brigar, argumentar, mudar de assunto com agilidade toda segunda-feira. Por causa disso, odiei o azul e todos que gostavam dele, achava essas pessoas, realmente, arrogantes e insuportáveis. Óbvio, que tive momentos felizes, como quando ganhávamos os clássicos que vencemos bem mais que “eles”. O resto da alegria era torcer quando escapávamos de cair para a segunda divisão – lugar onde nunca pisamos, só para salientar. Mesmo assim, o maldito clube da Azenha gabava-se de títulos internacionais como: Libertadores e Campeão do Mundo.
Só que 16 anos depois que vim ao mundo, a coisa começou a mudar. Um ano que começou mal, perdendo o Gauchão para o Grêmio, acabou deliciosamente bem. No dia 16 de agosto eu estava em Porto Alegre, a cidade estava com o ar vermelho, era o Internacional campeão da Libertadores da América, triturando o São Paulo (até então, atual campeão do mundo). Conseguimos a vaga para o famoso e tão quisto mundial, mas de que jeito ganharíamos do Barcelona (não do Hamburgo), time de Deco, Ronaldinho Gaúcho, Puyol e companhia? Fácil: com garra, com determinação, com Edinho, Ceará, Iarley, Fernandão, Clemer, Adriano Gabiru, Fabiano Eller, Índio e toda a equipe introsada de Abel Braga.
Claro que torcer pelo Inter é saber sofrer, xingar jogador num dia e no outro venerá-lo, é gritar num ano o que não se gritou em vários. Torcer pelo Inter é padecer no paraíso. É um grande exemplo do amor, viver entre segundos a dor e a euforia.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Brasil mostra a tua cara!
No final das contas, quem morreu foi a moral do povo brasileiro.
Escândalo não são os crimes que nossos políticos cometem. Escândalo são as atitudes que são tomadas para “julgar” a falta de ética que paira sobre o país.
Sendo o Senado um local público, porque o pedido para que o julgamento do terceiro na linha de sucessão a Presidência da República fosse feito a portas fechadas, foi aceito?
Uma varredura como nunca vista antes, foi realizada na noite anterior no plenário do Senado para que nenhuma informação chegasse aos ouvidos da população. Computadores foram confiscados e celulares foram proibidos de serem usados. O Senador de um país foi julgado sem o conhecimento da população que o colocou no cargo.
Traição seria o sentimento que deveria correr em nossos sangues quentes?
Deveria, se a impunidade não batesse tantas vezes seguida em nossos rostos.
Se o voto secreto já era difícil de digerirmos, o que faremos agora para aceitar que seis senadores deixaram de votar em um dos maiores escândalos do Senado nacional?
O mesmo senador que insiste pelo seu voto no período das campanhas eleitorais - justificando que o ato de votar é democracia, que escolher um candidato é a maneira de participar da política - vota em BRANCO no julgamento que interfere diretamente na política do país.
Ter um senador que vota em BRANCO em um assunto de extrema importância para, a já desacreditada, política brasileira, é a prova de que para a nossa política melhorar, devemos mudar os políticos.
Enquanto senadores de seis partidos planejam dar um golpe nas futuras sessões presididas por Calheiros deixando de comparecer, nós temos o dever de nos manifestarmos.
Se o saudosismo desse blog é justificado por falta de atos como os dos anos 60 e 70, ele deixará de ser saudades para tornar-se presente. Se não temos uma ditadura, temos uma camada política podre. Sem importância com seu povo, dando valor aos seus interesses enquanto deveria ser responsável pelos direitos de 170 milhões de, ainda orgulhosos, brasileiros.
Se o Senado e o Renan se mataram, a indignação e a busca por justiça do povo não morreu.
A Bienal B apresenta a partir de amanha mais uma peça da campanha Outras Perspectivas, criada pela Paim Comunicações. Anagramas como o da imagem estão sendo veiculados na mídia, mostrando a indignação presente em todas classes sociais de brasileiros.
Já basta de tanto conformismo. Se não nos manifestarmos agora, que acarretemos todas injustiças e hipocrisias que estão por vir.
Os únicos que podem mudar essa situação somos nós.
Mais informações sobre o protesto domingo: www.artewebbrasil.com.br
Ricardo Araujo