quarta-feira, 18 de julho de 2007

Parem o Brasil que eu quero descer

Na noite de ontem uma fatalidade ocorrida em São Paulo chocou todo país. Mas será que foi mesmo uma fatalidade?

Uma tragédia certamente, mas fatalidade não. Fatalidade entende-se por algo que acontece espontaneamente, que ninguém possa prever que acontecerá. Diferente do que ocorreu na noite de ontem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando uma aeronave da empresa TAM não conseguiu frear e chocou-se com um prédio, fora das intermediações do aeroporto.
Maior tragédia aérea brasileira.

Esse acidente já era premeditado. Problemas no aeroporto eram constantes. A crise aérea brasileira já não é novidade. A impunidade do governo já é algo comum.

24 horas antes de o acidente acontecer, um controlador de vôo afirma para uma aeronave que pousaria na pista do aeroporto para ele ter cuidado, pois a mesma estava muito escorregadia.
Um dia antes já havia consciência das condições da pista. E a chuva em São Paulo foi interrupta nesse meio tempo.

Três hipóteses já surgiram para achar o culpado no acidente: Falha Humana, pois o piloto não teria pousado no local certo. Falha mecânica, os freios da aeronave não funcionaram. Falha na pista, que sofreu reformas, mas não havia sido feita a parte que ajuda na frenagem nas aeronaves na hora do pouso.

Será que já não é a hora do governo parar de tentar achar culpados em todos seus escândalos e problemas e ver que o erro pode estar em si próprio?

Exemplo vindo do Pan Americano (esse evento que cobre os olhos para o verdadeiro Brasil). A atleta que disputou as finais do Taekondo, Natália Falavigna, ao ser questionada em entrevista se a culpa da derrota foi dos juízes. Ela respondeu que o erro havia sido dela, que não teria que achar justificativas, mas sim treinar para que isso não se repetisse, que a decisão não precisasse ter que ser feita na ocasião que foi realizada.

Governo brasileiro tão orgulhoso desse Pan Americano, por que vocês não tomam esse exemplo para vocês? Deixem de querer achar um culpado e parem para ver se os erros não estão em vocês mesmo.

A crise aérea é maior do que o imaginado. Dos último três grandes acidentes ocorridos, DOIS foram com a empresa TAM. Isso não é um sinal para rever como andam as nossas empresas aéreas, como estão qualificadas para atender ao público?

Enquanto sérios problemas acontecem em todo o Brasil, em todas classes, em todos os lugares. A discussão feita em Brasília é para saber o por quê das vaias ao Presidente Lula.
Será que não está claro?

UuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuu
uuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuu
UuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuu
UuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuuu

E agora o que vai ser feito? Centenas já morreram, isso não tem volta. O governo nas suas primeiras manifestações já admitiu que a polícia federal irá investigar o caso e que se necessário uma CPI será aberta.
Torçamos para que isso não acabe em CPI. Caso contrário mais um problema brasileiro não será resolvido.


E nós povo, espero que essa seja a gota d’agua!!!


Ricardo Araujo. Triste, revoltado e indignado

terça-feira, 3 de julho de 2007

Ah meu Brasil!

Faltam 10 dias para o Pan Americano. Mais uma vez atletas irão representar todo nosso país, de canto a canto. E devemos torcer muito por eles, afinal temos do que nos orgulhar de viver no Brasil:

Já observaram a estrutura que construíram para realizar esse Pan Americano. Construíram uma nova cidade dentro do Rio de Janeiro. A Vila Olímpica é fantástica. Ar condicionado em todos apartamentos. Espaço para milhares de pessoas circularem confortavelmente. Comida para essas mesmas milhares de pessoas a toda a hora. Um sonho.
Por que as outras vilas brasileiras não são iguais?

Nossa política já não nos surpreende mais. Há mais de um ano convivemos com essa tal de corrupção. Ela já virou, até, parte do nosso cotidiano. Tanto que os mesmo políticos envolvidos em casos escandalosos, foram eleitos novamente nessa última eleição. Até um presidente, que foi deposto por nos mesmos, está em Brasília novamente em novo cargo.

Alguém se lembra do que aconteceu com as pessoas envolvidas no mensalão? Não. Daqui a pouco aparece outro escândalo para virar notícia, apenas notícia.

Ainda na política, o corrupto da hora é o Senador Renan Calheiros. Nenhuma novidade, apenas mais um para a coleção. Mas o cômico (por que trágico não tem como ser) é que ele mesmo vai julgar se é culpado ou não.

Ninguém fez nada com os tantos políticos condenados, caíram no esquecimento. Fizeram com que a poeira abaixasse, e pronto. Ninguém toca mais no assunto. Alias, poucos políticos foram condenados, o que é pior ainda.

E o nosso excelentíssimo presidente da república, Luiz Inácio “Lula” da Silva, o que diz a respeito? “Todos são inocentes até que se prove ao contrário”. Mas, provas ao contrário existem novas a toda semana. Existem provas saindo pelas cuecas.

Porém o Brasil possui excelentes lugares para visitar. Mas para viajar necessitamos dos aeroportos. E os temos. Mas não funcionam como deveriam funcionar. Para viajar: é comprar a passagem, torcer para que o vôo acontece, mesmo com atraso, e chegar cedo para não ser vítima do overbook. Simples!
É só relaxar e gozar, e aproveitar os pontos pitorescos dos aeroportos.

Mas o Rio de Janeiro é lindo. Um excelente lugar para se realizar o Pan Americano. O único problema que existe lá é a insegurança. Nada mais que uma guerra civil, com centenas de mortos diários, nenhuma solução eficiente sendo tomada, e pronto para receber mais pessoas.
O Rio de Janeiro continua lindo?

Falta de segurança que não afeta apenas os cariocas. Ela tomou conta da nação. Ontem, 2 de julho, em Porto Alegre, uma estudante de 22 anos foi assassinada quando entrava em uma agência bancária. Foi usada de escudo e morreu com um tiro na cabeça. Tudo isso às 18h30min na Avenida Assis Brasil, umas das mais movimentadas da zona norte. Ainda bem que o policial “chefe” acha que devem ser tomadas providências. Diz ele que esses bandidos não podem ficar soltos, devem ser presos.
Pois é, mas estão foragidos e já tinham sido acusados de outros crimes.

E o pior de tudo é que escutamos coisas assim - e muitos mais - o dia todo e não tomamos nenhuma providência. Apenas olhamos e escutamos aterrorizados, engolindo sapos, sem nem mesmo reagir. Já basta! Temos que fazer algo para mudar essa situação. Pessoas já mudaram a cara do Brasil, por que não podemos mudar também? Somos cento e tantos milhões em ação.

Ah meu Brasil!!


Ricardo Araujo

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mudança(s) e Progresso

Foi votada hoje a implementação de cotas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Após 15 dias do adiamento por pouco a votação não foi transferida novamente, atrasando, ainda mais, a busca de soluções para melhorar a desigualdade em que vivemos

Dados mostram que a maioria dos estudantes hoje, cursando o ensino superior no estado, ou são brancos, ou estudaram em escolas particulares. Um certo paradoxo, afinal uma universidade federal, visa, pela lógica, abrigar a população em geral, e não um público específico.

Implantada pela maioria dos votos, as cotas sociais e raciais entram em vigor já no próximo vestibular, em 2008. O projeto reserva 30% das vagas dos cursos para serem dividas em estudantes de escolas públicas e negros.

Falar que as cotas são uma discriminação, pois dividem as pessoas por cor da pele, é uma justificativa clichê para acomodados não perderem seus lugares. O preconceito no Brasil existe e é necessário que ele seja esquecido pela população. Com a implementação das cotas, salas de aulas onde existem poucos, ou quase nenhum, estudante negro, passarão a ter a diversidade que o Brasil tanto se orgulha de possuir. Pré-conceitos serão quebrados.

É fato que a implementação das cotas não é a melhor maneira de melhorar o descaso com a educação que insiste em pairar pelos ares tupiniquins. Porém, pelo menos um tabu, que é a discriminação, está tentando ser resolvido.

Com as cotas, os espaços nas faculdades serão mais concorridos. Não será qualquer pessoa que entrará. Não será qualquer um capaz de espancar uma pessoa em uma parada de ônibus, que vai estar na faculdade.

Talvez as cotas sirvam para melhorar o ensino básico, afinal, com as vagas mais concorridas, só estarão adeptos a entrar na universidade federal aqueles que melhor preparado estiverem, que puderam ter um ensino que desse base. Isso afeta diretamente a formação no ensino médio e fundamental, pois a preparação terá que ser melhor, o ensino terá que melhorar.

Um tanto quanto estranho essa situação, pois na maioria das vezes os problemas começam a ser resolvido no foco onde se encontram e não onde ele virou conseqüência de vários fatores.

Pelo menos uma ação foi tomada e pessoas que não tinham acesso a faculdades agora poderão ter. Em condições justas, visto que sua preparação não foi à mesma de seu concorrente, que teve acesso a um ensino de qualidade.

Talvez, seguindo a busca do texto anterior, nosso porta-voz não esteja nas músicas, mas sim surgiu graças a elas. Talvez nosso porta-voz seja os estudantes que invadiram a reitoria hoje e pressionaram para que a votação das cotas não fosse adiada mais uma vez. Talvez nosso porta-voz seja as pessoas que tentam fazer algo para mudar a situação em que nos encontramos, por meios de ações. Talvez nosso porta-voz use as músicas antigas como forma de inspiração e esperança. Esperança, pois nosso porta-voz sabe que o mundo já foi mudado, sabe que sempre há tempo para mudar, basta apenas, não esperar que surja alguém para fazer isso.

Ricardo Araujo

terça-feira, 26 de junho de 2007

Procura-se um Porta-Voz!




Ano de 2006. O povo divertia-se assistindo ao novo e original quadro do Domingão do Faustão: “A dança dos famosos”. Mas nem só de Fausto Silva vivia a originalidade, a música brasileira tinha um dos melhores anos da última década.

Se há dez anos atrás havia o Mundo Livre SA com o “guentando a oia”. Agora, quem aparecia, eram outros nordestinos. A banda Mombojó com o excelente “homem espuma”. Sonoridade pop experimental de melodias bonitas e poesia crua.

Os veteranos do cancioneiro popular também surpreendiam:

Chico Buarque, para alegria dos fãs, parava de escrever livros e gravava o álbum conceitual “Carioca”. Sempre com o lirismo aristocrata e refinado do velho burguês.

Caetano Veloso, com sua nova banda, fazia um Rock’N Roll elétrico e compulsivo. Escrevia sobre sexo, rompimentos amorosos, política e homenagiava o falecido poeta Wally Salomão. Surgia “Cê”, o melhor disco do ano.

Agora é 2007. Faustão ainda diverte o povo e segue firme com sua originalidade. Seu novo quadro é “A dança (dos famosos) no gelo”, mais uma das repletas atrações nas tardes de domingo. Só que desta vez, a música ainda não mostrou acompanhar a criatividade do apresentador.

A única gravação do ano, merecedora de nota, é o acústico do Lobão. Os bons trabalhos de 2006, a maioria das pessoas não conheceu. Bandas sem conteúdo invadem a MTV e os ouvidos dos jovens a todo o momento. Música de qualidade é rara e difícil de se encontrar. O pior de tudo: ainda não temos um porta-voz da nossa geração.

Não temos o Chico, nem a Tropicália, que a ditadura teve. Não temos Renato Russo e Cazuza que, após a anistia, abriram a cabeça dos jovens. Não temos nem Chico Sciensce pra mostrar que existe bagunça politizada.

Semanas atrás, estudantes invadiam a reitoria da USP a cantar aquelas mesmas canções do Geraldo Vandré.


Bruno Goularte

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Vá ao teatro!

Ainda a tempo de assistir a peça Andy/Edie que está em cartaz no Teatro de Arena (Escadarias da Borges de Medeiros, 385).

O espetáculo, em cartaz desde o dia 1º de junho, levou centenas de pessoas até o teatro. Um número escasso de espectadores para a grandiosidade da obra.

Dirigida por João Ricardo e texto de Diones Camargo, Andy/Edie conta a história de Andy Warhol (Rodrigo Scalari), ícone da Pop Art, e Edie Sedgwick(Sissi Venturin), sua musa cinematográfica, junkie, e que, supostamente, teve um caso com Bob Dylan.

Ambientada na famosa Factory, fábrica onde Warhol fazia suas obras de arte, a peça merece destaque não apenas por algum ponto específico, mas pelo todo. Composta de seis atores, realizada em um teatro de arena, sem receber o incentivo do governo estadual obrigatório, tendo que partir dos atores o incentivo financeiro para sua realização, Andy/Edie merece ir a Nova York e fazer sucesso no underground, assim como Edie, e ainda se tornar pop, assim como seu protagonista, "freak', excêntrico e gênio, Andy Warhol.

Andy e seu fiel braço direito, Gerard Malanga (Michel Capeletti), buscam um meio de entrar definitivamente no glamour do cinema. A solução encontrada está em Edie Sedgwick, bela, rica e obstinada a ser famosa. Perseguido até a morte (quase que literalmente) por Velerie Solanas (Alexandra Dias), feminista que deseja que ele comande uma peça sua, Andy ainda precisa “lutar” por Edie contra seu, supostamente, novo caso amoroso, Bob Dylan (Lisandro Bellotto). A relação entre Andy, Dylan e Edie é onde circula o foco principal da peça, que conta, em pouco mais de 90min, a história de seus protagonistas. Ainda no elenco, no papel da assistente que se tornaria a nova atriz de Andy após a submissão as drogas de Edie, está Ravena Dutra, interpretando Eliete Bola/Ingrid Superstar.

Mesmo com todas dificuldades de se fazer teatro em Porto Alegre e no Brasil em geral, os atores mostram sua paixão pela arte e são o grande destaque da peça. Com excelentes atuações, principalmente de Rodrigo Scalari, Sissi Venturim e Michel Capeletti, Andy/Edie é uma consagração do teatro brasileiro, e mais uma amostra da genialidade dos artistas que buscam fazer arte em sua forma mais delicada e verdadeira possível.

Sendo exibida nas sextas-feiras, sábados e domingos, sempre às 20h, a peça está em cartaz até o dia 24 de junho. Quem ainda não teve a chance de prestigiar esse evento, tem mais uma oportunidade de ver uma das melhores peças de teatro do ano.

Ricardo Araujo

quinta-feira, 14 de junho de 2007

"Extra Extra! A mídia acabou"


Se precisávamos de uma poética que traduzisse a vida contemporânea, já a temos.

É o que Michel Melamed mostra no livro Regurgitofagia (Ed. Objetiva, 2005). Nele, o poeta escreve o que representa no seu famoso espetáculo teatral de mesmo nome.

Significa que “diferente dos ávidos antropófagos – já deglutimos coisas demais”, por isso “devemos vomitar os excessos a fim de avaliarmos o que queremos redeglutir”.

É o que ele faz com uma poesia crítica da sociedade de consumo e do comportamento moderno. Leva o leitor a rir e chorar.

“Jáinda”, diz ele. “A eterna sensação de (...) trocar o que já se tem pelo que ainda se tem”.

Mistura vanguardas modernistas e programas de televisão, atitudes e palavras, livros e armas, pessoas e robôs.
Dono de uma literatura pop com surpresas e suspiros que ousam e debocham:

“Não se fazem mais antigamentes, como futuramente”

“pra você que não desapareceu em 68 só porque não era nascido”

“essa é a história da borboleta que se apaixonou por um soco”

Melamed recorta, cola e cria.
Homem dadaísta e não, frases de amor, piadas americanas, brincadeiras infantis, navegações de letras.
Os números de telefone, que sabe de cor, viram poema.

Por isso, se você não gosta de levar tapas na cara, ou simplesmente acha que estética não é conteúdo, tome distância desse livro. Fuja dele, não ouse abrir sua capa ou virar suas folhas.

Viva feliz.



rebecca

há um barco no mar
e só
há um barco no mar
porque há
mar

senão seria apenas um barco no ar

há um barco no ar
porque se não houvesse ar
seria só um barco
só um homem num barco
só um homem sufocando num barco

Michel Melamed




Bruno Goularte

terça-feira, 12 de junho de 2007

Resenha

Separações



O filme Separações, lançado em 2003, dirigido pelo cineasta brasileiro Domingos de Oliveira recebeu dois Kikitos de Ouro no Festival de Gramado. Priscilla Rozenbaum ganhou o prêmio de melhor atriz, como Glorinha, enquanto Suzana Saldanha foi premiada como a melhor atriz coadjuvante no papel de Laura. Além disso, o longa (de 116 minutos) também recebeu duas indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil nas categorias de melhor filme e melhor roteiro original.
Separações conta a história de Cabral (Domingos de Oliveira) e Glorinha (Priscila Rozenbaum), um casal com grande diferença de idade que está junto há doze anos. Ela quer ter um filho, ele não. Ela quer desenvolver outros projetos profissionais, ele a quer trabalhando em sua própria equipe. Ou seja: vivem uma crise conjugal e decidem “darem um tempo” para poderem “voltar a respirar”. Resolvem passar 40 dias separados para terem a clareza do que queriam. Outra paixão, porém, não estava nos planos dos dois, mas acabou acontecendo. Glorinha envolveu-se com Diogo (Fábio Junqueira), um arquiteto que está participando da direção de um espetáculo teatral do qual ela fazia parte. Um ano transcorreu até que o triângulo amoroso se resolvesse.
O comportamento dos casais em processo de separação é comparado ao de pacientes terminais: primeiro há a fase da negação, logo a da negociação, depois vem a revolta e, enfim, a aceitação. O final de um relacionamento pode assemelha-se ao final da vida; ou parte dela.
Domingos de Oliveira, diretor do filme Amores (1997), em Separações mostra porque é considerado um dos mais respeitáveis cineastas brasileiros do nosso tempo. Com a sensibilidade para perceber o amor e o sofrimento de que um ser humano é capaz, ele é prova que “a verdadeira liberdade de um homem não é seguir seus impulsos; é seguir suas escolhas”.

Carolina Soares Marquis

terça-feira, 5 de junho de 2007

Escolham suas armas

Estudantes da USP em protesto contra decreto de Serra. Polícia impediu conclusão da passeata


Enquanto policiais usavam spray de pimenta, estudantes usavam livros.

Brilhante!

Ricardo Araujo

terça-feira, 29 de maio de 2007

Cálice

Hoje (ontem na Venezuela) mais um país se cala diante da censura.

E tudo isso acontecendo no século XXI, anos 2007, em meio a tantos avanços, tecnológicos por exemplo - o que leva a crer que as pessoas pensam para realizá-los. Mas mesmo assim a ideologia de UM homem é capaz de fazer a cabeça de milhares.
O maior veículo de comunicação da Venezuela, a RCTV (Rádio Caracas Televsión), encerrou sua programação para milhares de pessoas. Mas por que? Porque o governante de lá, Hugo Chávez, não admite que alguém, ou algo, vá contra suas idéias; totalitárias.
Mas onde foi parar a tal liberdade de expressão nessa história?
Foi negada, assim como a concessão que permite a RCTV de ser transmitida.

A idéia de "lavagem cerebral" a qual Chávez aderiu não tem limites mesmo. Não satisfeito com a proibição da TV, o presidente criou um canal público, a TEVES (Televisão Venezuelana Social). Até aí suportável, pelo menos um canal do governo serve para educar a população, como manda a regra, claro. Só que a TEVES não tem esse papel. Em sua programação, iniciada após 20 min do cancelamento da RCTV, ao invés de programas sociais: aulas de ginásticas, seriados comprados de outras emissoras e, algo que não poderia faltar, música - a qual, em sua primeira exibição, teve músicos cantando canções pró-Chávez.
E em meio a essa variedade cultural da programação, programas chavistas, como se não bastasse todo o resto.

Mas Chávez não parou por ai. Na tremenda cara dura o presidente venezuelano mandou colocar telões nas ruas de Caracas, tipo como se fosse passar uma final da Copa do Mundo, só que a transmissão não era entretenimento. Sem piedade, ou consideração, Chávez transmitiu os últimos suspiros da RCTV e os primeiros passos de sua mais nova criação.

O mais ridículo disso tudo, é que muitas pessoas ainda comemoraram com essa bárbarie. Mas talvez elas não tenham se dado conta que não poderão mais assistir aos capítulos da novela preferida. Afinal a RCTV era a Globo das telenovelas de lá.

Sendo assim, ainda há esperança!



Ricardo Araujo

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Os Mutantes, o tempo e essas coisas

No dia 26 de maio de 2007, inexplicavelmente - ou não - voltei aos anos em que queria ter vivido.

Acontence que os Mutantes, sim aquela banda que fez mais sucesso longe do Brasil, mesmo sendo brasileira. Aquela banda que surgiu em meio a um época onde falar "Cálice" era proibido. Aquela banda que fazia músicas em um sitío, em meio a natureza, e a químicos. Aquela banda que dizem que se voltassem, ainda mais sem a vocalista original, não iriam dar certo.
Pois é aquela banda volto, e muito bem.
Não sei como era na época da Rita Lee, ou talvéz agora saiba. Só sei que assistir um show desses é algo que não poderia viver sem.

Agora a " A Bolha", banda dos anos 70, som progressivo, loucuras e tal, também está voltando. Já que ainda não inventaram uma máquina do tempo, o tempo colabora e traz algumas iguarias daquela época. Época que não só pela música admiro, mas pela vontade que tinham de se fazer algo para mudar, época em que as pessoas, os jovens, faziam, e não apenas deixavam tudo como está, sabendo que assim não está bom.

Ainda bem que o tempo passa!

Ricardo Araujo.